Nem de longe podemos dizer que este verão têm sido bom, as
ondas demoram a entrar, as previsões não se cumprem e quando as ondas chegam,
ficam aquém das expectativas, têm sido um exercÃcio de paciência e um grande
teste à prática espiritual de muita gente, prática de virtudes como o desapego. Miki Dora disse que quando existe
surf esta completamente focado nisso mas que quando não existem ondas o surf, simplesmente
não existe… Sinceramente penso que poucas pessoas possuem essa lucidez. Como será
possÃvel não se lembrar de algo que arrebata o espÃrito de tal modo a de ser o “objeto”
pelo qual a vida gira em torno? Com não se lembrar das paredes liquidas
(constantes) sob o mar frio do inverno, que preenche o nosso quotidiano, que instala
aquele sorriso no rosto, que faz ter sentido o universo azul que nos circunda? Para um surfista os dias sem onda parecem mais um ponto suspenso no tempo que passa.
Para a consolação daqueles que têm passado por este calvário
que têm sido este verão, entraram boas ondas na semana passada, água quente e
bom ambiente foram os ingredientes chaves na confecção do santo remédio, que
curou (pelo menos momentaneamente) a ansiedade de muitos. Fica aqui o registro fotográfico
dos dias em que os espÃritos de mar acordaram e os espÃritos dos surfistas puderam
encontrar alguma serenidade espiritual no único templo em que conseguem
praticar virtudes como a paciência e o desapego, no mar.
| Panorâmica do Templo |
| Groom |
| Russ |
| Roberto |
| SUP Soul Arch |
| Assim se pisa no Chão Sagrado |
| Outra visão de outro Templo |
Imagens: Fninga
Texto: Fninga































